Prefeitura Municipal de Valença

Atrativos Turísticos

Mirante do Cruzeiro Monsenhor Natanael de Veras Alcântara

Do centro da cidade tem-se o acesso à Esplanada do Cruzeiro, mirante de onde pode-se observar, em primeiro plano, a cidade, e em segundo plano as Serras dos Mascates, das Coroas, da Boa Vista e Tunifel. No local há uma praça e uma cruz de concreto, medindo 11,20 metros de altura por 5 metros de braço. O monumento foi idealizado pelo Monsenhor Natanael de Veras Alcântara para comemorar o sesquicentenário da primeira missa em Valença (1953).

Mirante da Serra dos Mascates (432m)

Localiza-se na Serra dos Mascates e é formado por um Morro, com altitude média de 432 metros. O acesso até o topo é feito por uma estrada com trechos pavimentados. A vegetação é formada por pastos e parte por floresta. Do alto, onde estão as torres de TV e telefone, a visão é deslumbrante: vales e morros totalmente verdes, numa imensidão sem fim, formando um verdadeiro mar de morros.

Parque Municipal do Açude da Concórdia

Estrada RJ-145/km 45 (5 de acesso por estrada de terra) – Tel.: (24) 9969 – 1018

O açude apresenta 4.170m de contorno em linhas irregulares e profundidade variável. Está inserido numa floresta de pequeno e médio porte, onde são encontradas as seguintes espécies animais: inhambu, mico-estrela, juriti, jacu e diversas espécies de pássaros. Possui uma ilha com árvores de pequeno e médio porte.

Não há possibilidade de banhos no açude, pois o atrativo se caracteriza como área de bacia protegida. A paisagem circundante se caracteriza pelos morros da Serra da Concórdia, de topos arredondados, vegetação de pastagem e duas áreas de vegetação densa de médio porte. Em seu entorno encontra-se um caminho, parte em grama e arborizado, passando em trechos de mata fechada. Durante o percurso a paisagem circundante é refletida no espelho das águas do açude.
Por ser uma Unidade de Conservação de proteção Integral não é permitido pesca, caça e retirada de vegetação, nem a entrada de animais domésticos (cães, gatos, etc.).

Valores dos produtos oferecidos aos visitantes:

  • Entrada para visitação: R$5,00 por pessoa;
  • Camping: R$10,00 o pernoite por pessoa;
  • Abrigo: R$20,00 o pernoite por pessoa;
  • Churrasqueira: R$5,00 o período;
  • Uso de embarcações: R$5,00 a hora por pessoa;
  • Aluguel de barraca: R$10,00 o pernoite;

Santuário de Vida Silvestre da Serra da Concórdia

Localização: Rodovia RJ-145 – Valença/Barra do Piraí

Tel: (24) 2452 4864 / 2453-1757 / (21) 2522-2860

O Santuário de Vida Silvestre da Serra da Concórdia, uma Reserva Florestal Legal, foi criado em 1992, pelo projeto “Santuário de Vida Silvestre” da Fundação Pró-Natureza, FUNATURA, com a finalidade de preservar e perpetuar a fauna e a flora do ecossistema da Serra da Concórdia, que é o mais importante remanescente da Mata Atlântica, na margem esquerda do médio Paraíba do Sul. Caminhando pela Trilha do Santuário de Vida Silvestre da Serra da Concórdia o visitante descobrirá a Biodiversidade da Mata Atlântica. Conhecerá a importância da mata para o equilíbrio ambiental e para a regulação do clima e verá de perto a vida na floresta. Compreenderá os ciclos biológicos que ocorrem na natureza e a formação das águas desde as primeiras nascentes, os olhos d’água. O visitante também poderá sentir e verificar os perigos internos e externos que ameaçam as áreas de florestas. Ao mesmo tempo aprenderá os métodos e maneiras existentes para se preservar, conservar e produzir economicamente neste precioso e, atualmente, raro ecossistema.

O Santuário de Vida Silvestre da Serra da Concórdia oferece esta programação educativa para grupos, escolares ou não, que queiram conhecer as belezas da Mata Atlântica e entender o ecossistema ameaçado.

O seguinte programa, será discutido durante as caminhadas nas trilhas do santuário: A importância da mata, A vida na mata, Os ciclos biológicos, A mata ameaçada, A preservação, conservação e produção na floresta.

Parque Estadual da Serra da Concórdia

A importância da criação do Parque Estadual da Serra da Concórdia reside na conservação e preservação de fragmento florestal em área prioritária para a conservação, como a bacia do Rio Paraíba do Sul. Este fragmento abriga espécies em risco de extinção na natureza. No início do século XVI, estima-se que o Vale do Paraíba do Sul era coberto por formações florestais que constituíam uma densa  comunidade, perdurando sem significativas alterações até o início do século XIX. A partir daí, as áreas florestadas foram sendo substituídas principalmente por plantações de café. Na segunda metade do século XX, a área agrícola do estado era de aproximadamente 620.00ha, a partir daí veio ocorrendo um decréscimo  gradual estabilizando-se em 337.00ha. Este fenômeno se passou de forma significativa com as culturas perenes, anuais ou temporárias, contudo, com o rebanho bovino, houve aumento gradual em áreas previamente ocupadas pela agricultura ou florestas. No início do século XXI, a distribuição da cobertura vegetal se apresenta fragmentada e pouco uniforme, fragilizando sua estrutura e composição de acordo com o grau de isolamento. Na tentativa de se proteger um desses fragmentos foi decretada a criação do parque em 30 de dezembro de 2002.

Balneário Ronco D’água

Localização: Estrada RJ-143 – Valença / Conservatória – Bairro Rancho Novo

Tel: 9976-8839 – 81386392

Horário: 09h às 18h.

Está localizado no rio das Flores, em trecho de corredeiras. São três quedas, seguidas de piscinas naturais. O primeiro salto tem aproximadamente 12 metros de largura, com queda de 7 metros de altura. Possui uma estreita faixa de areia e uma ducha junto a queda. A oito metros da primeira queda forma uma piscina com 50 m2de contorno irregular. O segundo trecho apresenta uma queda de 7m de altura em declive mais suave, com largura de 15m. em sua margem direita foi instalado um pequeno escorrega de concreto. A seguir forma uma piscina com aproximadamente 70 m2. O terceiro trecho possui largura de aproximadamente 20m, com 9m em declive suave. O balneário possui bar, sanitários e áreas para camping. Cachoeira formada pelo Rio das Flores.

Pesqueiro Boa Sorte

Localização: Estrada do Contorno S/Nº Fazenda São José das Palmeiras

Tel.: 2453-4336

Utilizando o sistema de pesque e pague o Pesqueiro está localizado em um local de grande beleza, com dois açudes interligados com grande variedade de peixes. Em seu restaurante há um variado cardápio à base de peixes assim como diversos tipos de pratos e petiscos

Capela de N. Senhora das Mercês

Rua D. André Arcoverde, nº 123, Centro

Data da construção: 1943

Tel.:(24) 2453-4045

Construída em 1943, para servir de capela ao “Lar Balbina Fonseca” (atual Escola Municipalizada Balbina Fonseca), esta capela em estilo neogótico foi projetada pelo arquiteto valenciano Luís Gioseffi Jannuzzi. De linhas arquitetônicas simples, a capela das Mercês prima pelos belos vitrais e esculturas de autoria do brasileiro Homero Silva.

A história da capela de N. S. das Mercês, tem início com o bem sucedido empresário valenciano José Fonseca, que dedicou grande parte de sua vida as causas da filantropia. Em 1932, inaugura o “Asylo Balbina Fonseca” (uma espécie de orfanato para meninas pobres), que anos mais tarde irá dar origem a Associação Balbina Fonseca. Esta associação tinha como objetivo prestar assistência social e educacional as crianças mais carentes. Em 1943, José Fonseca constrói um prédio maior e mais moderno para abrigar o “Lar das Meninas”, que tinha como destaque a capela de N. S. das Mercês, santa de devoção da esposa de José, D. Balbina Fonseca, que não viveu para ver a obra.

Museu da Catedral de N. S. da Glória

Praça Pe. Gomes Leal, nº 365, Centro – Tel:(24) 2453-4248

 

O espaço ocupado atualmente pelo Museu na Catedral, fora construído por volta de 1871, quando da construção das torres. Compõe este acréscimo  de um amplo corredor de dois pavimentos, sendo o superior ocupado pelo Museu, onde existem 8 portas com sacadas de ferro batido e suportes para lampadários de vidro azul.

O Museu foi idealizado pelo Monsenhor Natanael de Veras Alcântara, que havia reunido o acervo por volta de 1950. Em 1996 o casal Sr. Mário Cupello e Sra. concretizaram a idéia. O acervo do Museu é representativo da arte sacra da região. Merecem destaque a pia batismal de 1809, em madeira, a custódia de prata de 1806, o sino que anunciou a abolição da escravatura, a primeira imagem da padroeira N. S. da Glória vinda de Portugal em 1817, paramentos do 1o bispo de Valença, a imagem de Sta. Cecília em madeira policromada do séc. XIX, entre outras.

Museu da Santa Casa de Misericórdia

Localização: Rua Cel. Leite Pinto, nº 105, Centro

Data da construção: 1857

Telefone(s) :( 24) 2453-1460 – ramal: 308

O prédio da antiga Santa Casa da Misericórdia, construído em 1857, constitui-se de um amplo prédio de um único pavimento tendo ao centro uma capela que separa duas grandes alas laterais, que originalmente eram destinadas à enfermarias, e ao fundo três grandes salas que antes eram destinadas à sala de operações e banho de sol. Ao longo dos séculos XIX e XX o imóvel sofreu inúmeras intervenções na sua estrutura original.

Em 1838, fundou-se em Valença a “Irmandade da Santa Casa da Misericórdia  da Vila de Valença”, instituição formada pelos mais abastados fazendeiros de café, que tinha como objetivo criar um hospital e asilo para os mais necessitados. Serviu de hospital, o atual prédio da Santa Casa, até 1968, quando foi construído outro anexo, desde então a secular construção serviu a faculdade de Medicina que por sua vez lá funcionou  até 1980. Em 1997 o provedor, Dr. Custódio Clemente Pinto transformou parte do prédio em museu.  No Museu, que ocupa o antigo Salão Nobre, estão expostos a pinacoteca dos “Barões do Café” e objetos que contam um pouco da história médico-hospitalar em Valença e região. Entre as peças que merecem destaque: o quadro a óleo sobre tela do Visconde do Rio Preto e Comendador Jannuzzi em corpo inteiro; as telas do visconde de Jaguary, conde de Baependy, barão de Guaraciaba e barão da Vista Alegre; o coche funerário do séc. XIX; louças, móveis,  peças cirúrgicas entre outras.

Casa Léa Pentagna

Rua Vito Pentagna, nº 213, Centro.

Data da construção: 1927

Horário: sábados, domingos e feriados das 09:30h às 12:30h e das 14:00h às 17:00h

Telefone(s): (24) 2453-4178 – E-mail: lea.pentagna@uol.com.br

O “Casarão do Alto do Barcellos”, como ficou conhecido durante anos, foi construído em meados do século XIX pelo açoreano Manoel Machado Barcellos. Sob influência do neoclássico o casarão passou por duas grandes reformas que terminou por modificar por completo suas fachadas, a última, realizada em 1927 pelo arquiteto Luigi Merulla, segue as linhas do movimento do ecletismo dos anos 20. Em torno da casa a presença dos jardins, tradicionais na “Belle Epóque”. Internamente o casarão mantém as estruturas originais das casas neoclássicas do séc. XIX, embora tenha recebido pinturas murais do tipo estêncil muito em moda nos anos 20. O acervo é composto em grande parte por obras de arte e mobiliário, destacando-se o jogo de sala Luís Philip, um “recamier” com palhinha, sala de jantar com 12 cadeiras, em couro lavrado, mesa chinesa com incrustações em madrepérola e marfim. A influência italiana encontra-se presente nos livros da biblioteca, na decoração da sala da lareira, nos discos de Vivaldi, o primeiro modelo para piano, de origem inglesa, nas paredes as telas são, na maioria, assinadas pelo pintor espanhol Timóteo Perez Rubio.

Nos primeiros decênios do séc. XIX, Manuel Machado Barcellos, açoreano da Ilha de Angra do Heroísmo, se estabelece em Valença e adquire  o local aonde viria a ser a atual Casa Léa Pentagna. Em 1848 Barcellos demole a primitiva casa e constrói a atual. A casa permanece nesta família até o final do século XIX, quando seus herdeiros se desfazem da casa vendendo-a a Brasílio  Ferreira da Luz, que por sua  vez  a vende, em 1894, aos irmãos italianos Caetano e Vito Pentagna. Vito adquire a parte de Caetano, mas não faz dela sua residência. Passa então a residir na casa outro irmão de Vito, o Sr. Nicolao. Com a morte de Vito em 1914 a casa passa a ser residência de um quarto irmão, Dr. Ruggero Pentagna, que nesta época residia em Piracicaba, estado de São Paulo. A família do Dr. Ruggero nesta época desfrutava  de pompa e riqueza proporcionadas pela expansão da indústria têxtil, da qual foram precursores em Valença. Após a morte do casal Ruggero e Alzira, a casa é herdada pela única filha do casal, Léa Josephina. Ao morrer em 1983, com 74 anos de idade, Léa deixa sua casa em testamento para a Fundação Cultural e Filantrópica Léa Pentagna, com a finalidade de promover, divulgar e incentivar a cultura as artes e a filantropia em Valença.

Igreja Nossa Senhora do Rosário

Rua Bernardo Viana, nº 120

Data da construção: 1924 a 1948

Horário: 06:30h às 17h. Sábados: 07:30h às 12h e 16h às 21h.

Telefone(s): (24) 2453- 4248

A primeira capela começou a ser edificada neste local em 1848 pelo negro Miguel Thomas que não viveu para vê-la pronta em 1853. No início do século XX a capela já estava bastante arruinada e acabou sendo demolida.

Por volta de 1919 diversas famílias da cidade se reuniram para reconstruir uma igreja naquele mesmo local. O templo em estilo neogótico foi inaugurado em 1924 e mantém em suas dependências um memorial afro.

Memorial Afro-Valenciano Padre João José da Rocha

Localização: Rua Bernardo Viana, nº 120 (Igreja do Rosário)

Telefone(s): (24) 2453 4248.

Exposição de objetos ligados à cultura negra em Valença, como utensílios de cozinha dos negros, missal, cálice e patena da 1ª missa, objetos de tortura (canga, vira-mundo, perneira), instrumentos musicais afros, objetos de bambu, etc.

Museu Capitão Pitaluga (Esquadrão Ten. Amaro)

Rua Comendador Antônio Jannuzzi, 415, Bairro Belo Horizonte.

Horário: De Segunda à quinta, das 08h às 11h e das 13:30h às 16h.  Sexta-feira, das 08h às 11h. Sábados, domingos  e feriados: visitas agendadas.

Telefone(s): (24) 2453 7363 – Ramal: 26.

O Museu encontra-se instalado na antiga sede da Chácara Vila Leonor, que no passado foi propriedade do construtor Antônio Jannuzzi, atualmente ocupada pelo Primeiro Esquadrão de Cavalaria Mecanizada Tenente Amaro.

O acervo é composto por fotos sobre a participação da Força Expedicionária Brasileira (FEB), em particular do Esquadrão Tenente Amaro na 2a Guerra Mundial, peças de fardamento, medalhas, material aprisionado e documentos históricos.

Igreja Evangélica Presbiteriana

Localização: Rua Cel. Benjamin Guimarães, 181, Centro. Tel.: (24) 2453-4658.

Data: 1923.

Em estilo neogótico lombardo, o templo foi construído por Antônio Jannuzzi em 1923. Internamente a construção era decorada por uma pintura  em estêncil que formam figuras geométricas de grande beleza. Recentemente o prédio passou por uma reforma quando sua pintura interna que era a base de barro e urucum foi refeita por tinta a base de PVA.

Museu Ferroviário

Rodoviária Princesa da Serra, s/n°.

Horário: De quarta a sábado, das 08:30h às 17:30h.

O Centro de Preservação da Memória Ferroviária de Valença, mais conhecido como Museu Ferroviário, está localizado na parte superior da atual Rodoviária Princesa da Serra, cujo prédio serviu de estação ferroviária entre 1914 a 1971. Em estilo Eclético, o prédio foi construído pelo construtor italiano Antônio Jannuzzi.

O Museu Ferroviário foi inaugurado em 29 de setembro de 2001 e possui um acervo  que conta um pouco da história da ferrovia em Valença, que aqui chegou em 1871 e desempenhou papel importantíssimo na economia da região. Seu objetivo é preservar todo o patrimônio arquitetônico, documental, bibliográfico, iconográfico, fotográfico e outros bens que documentam a história ferroviária do município e região. No acervo destacam-se, entre outros, fotografias, bancos de trem, tinteiros da época, mapas, móveis, maquetes, sino de locomotiva, relógios de parede, etc.

Praça da Bandeira

Em 1923, começa a construção do jardim, que ocupa a área do morro fronteiro à Catedral, então destinado à queima de fogos de artifício, por ocasião das festividades que ali se celebravam. É de estilo francês sob plano de Octacílio Rocha, sendo modificado pelo engenheiro italiano Dr. Mário Beti. Cercado de oitis, o jardim tem ao centro um chafariz todo em pedra, projetado pelo arquiteto Luís Jannuzzi que aproveitou as pedras retiradas do antigo calçamento da cidade. Ao seu redor, estão concentradas algumas construções históricas de interesse, como por exemplo as ruínas do antigo Casarão, de 1855, no século XIX foi residência da família Nogueira, importantes produtores de café da região. Um pouco adiante, na mesma ladeira de acesso à Catedral, está o prédio do Colégio Estadual Benjamin Guimarães, construído em 1921, em estilo eclético o projeto é de autoria de Antônio Jannuzzi. Ao lado do Colégio, do outro lado da rua, está a Catedral de Nossa Senhora da Glória. Localizado no largo ao lado da Catedral está o Pavilhão Leoni, construção em estilo eclético com forte presença do Art-Noveau, de 1920. O prédio destina-se a leilão e auditório da paróquia. Defronte e abaixo da praça estão dois Sobrados construídos no século XIX, o primeiro de número 209, ficou conhecido pelas pomposas recepções oferecidas pelo proprietário Major Laurindo Gomes Leal para a sociedade maçônica fundada ali em 1864. Em 1880, foi adquirido  pelo boticário Augusto Calmon de Siqueira, O segundo de número 184, em estilo colonial, é um dos mais antigos da cidade, foi construído por volta de 1820 pela família Costa Vianna.

Praça XV de Novembro (Jardim de Baixo)

Parque ajardinado, verdadeiro recanto de paz em meio a agitação do centro da cidade, com lago, chafariz e vegetação exuberante. Sua construção foi determinada pelo presidente da Câmara João Rufino F. de Mendonça, sendo inaugurada em 1884. A transformação do grande descampado é atribuida a Auguste François Marie Glaziou, que veio para o Brasil em 1858, a convite de D. Pedro II. Passear por suas alamedas é um convite à comunhão com a natureza. Suas linhas são do estilo inglês. Árvores frondosas, centenárias, de várias espécies, como jameleiras, figueiras, acássias e palmeiras se misturam com sabiás, bem-te-vis e o bicho preguiça (Bradypus Variegatus), que completam o quadro bucólico. Espalhados pelo parque há vários monumentos, entre eles o Busto do Comendador Antônio Jannuzzi, construído em 1915; o Divã de Cantaria, de 1831; o Chafariz, onde os escravos encontravam-se para encher os tonéis d’água e lavar roupa, todo em cantaria de granito, o chafariz foi construído em 1850, e se constituía como ponto principal de abastecimento de água da cidade.

Ao redor da Praça podemos apreciar alguns prédios que merecem destaque, tais como a Câmara Municipal, um do mais expressivos exemplares da arquitetura neoclássica da cidade foi construído entre 1854 e 1856, sob o plano de engenharia do Capitão Antônio Pinto de Figueiredo Mendes Antas, todo em pedra e cal e com ricos trabalhos em cantaria de granito nos vãos das janelas e sacadas. Concebido para ser o centro do poder, decidia-se neste recinto a vida de Valença, através dos memoráveis discursos e debates nas sessões da câmara ou nas audiências do júri (que durante anos ocupou parte deste prédio). Junto funcionou desde de 1874 a Biblioteca Municipal D.Pedro II.

Em seu interior encontra-se uma belíssima tela de D. Pedro II, pintada em 1850 por Claude Barandier. No canto da praça, à esquina da rua Cel. Leite Pinto, está o casarão neoclássico, construído em meados do século XIX, que foi residência do arquitero D. Joaquim Soto Garcia de La Veja, destaca-se na construção os imponentes portões  encimados por estátuas de louça. Nesta mesma esquina, subindo no sentido da ladeira, existem vários casarões construídos ao longo do século XIX e início do XX. Do outro lado do jardim, próximo à rua Visconde de Ipiabas está a Escola Normal, fundada em Valença em 1928. Construído por volta de 1939, o prédio em estilo eclético é simples. Ao lado da construção está uma outra construção que nos anos 40, quando adquirida pela escola, foi transformada em Capela. Esta construção neoclássica é da segunda metade do século XIX e serviu de residência para a  ilustre família Moreno de Alagão (família do republicano Quintino Bocayuva).

Praça Visconde do Rio Preto (Jardim de Cima)

O antigo largo da cidade, ficou conhecido no século XIX como “Largo da Câmara” em função de estar estabelecido neste local, o prédio da “Casa de Câmara e Cadeia”. Palco de importantes acontecimentos sociais, o Largo só foi ajardinado em 1884, projeto atribuído ao paisagista Auguste François Marie Glaziou. Na década de 1950, o jardim passou por uma grande reforma que eliminou seu traçado original.

No jardim podemos encontrar obras de arte que merecem destaque, tais como o Coreto Art-Noveau construído em ferro fundido em 1916, esculturas de D. André Arcoverde (primeiro Bispo de Valença), Dr. Humberto Pentagna e o Monumento à Inteligência de autoria do escultor Mandarino, construído pela Academia Valenciana de Letras em comemoração ao seu Jubileu, em 1974. Em torno da praça encontram-se alguns prédios de interesse histórico. O Palacete do Visconde do Rio Preto é um deles. Construído em 1858, para servir de residência ao visconde foi durante o século XIX a mais luxuosa residência da cidade. Sua fachada ostenta a imponência do mais puro neoclássico oitocentista. Os monumentais portões, as janelas de cantaria e o frontão com o brasão do Visconde confirmam a riqueza do edifício, que durante anos teve inúmeras finalidades.

O palacete permaneceu com a família Rio Preto até 1894. Outro morador ilustre do palacete foi o Comendador Antônio Jannuzzi, construtor italiano responsável por inúmeros projetos na então capital federal do Rio de Janeiro, no princípio do século XX. Atualmente o prédio é ocupado pelo Colégio Estadual Theodorico Fonseca.

No canto esquerdo do palacete está o prédio que foi ocupado pela Padaria Pentagna desde 1912 até de fins de 2006 era a mais antiga padaria da cidade. Na esquina ao lado,   no início da descida da Rua dos Mineiros, está a casa de número 38, construída em meados do século XIX pelo francês Jean Batiste Amidée Berger, para servir de residência e comércio. Apesar de ter sido mutilada 50% da construção original, sua fachada voltada para a Praça Visconde do Rio Preto ainda mantém preservada a mansarda parte característica de construções daquele século. Mais adiante, no início da ladeira que desce do jardim, está a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos. Do outro lado da praça, na esquina que desce para a Rua Dr. Figueiredo, está a Casa do Bispo. Construída na segunda metade do século XIX, é uma típica construção urbana neoclássica, embora tenha sofrido duas grandes reformas nas suas fachadas. A casa serve de sede do bispado, desde 1925, quando foi criada a Diocese de Valença.

Em um outro lado da praça está o Cine Glória. O atual prédio do cinema substitui o antigo Teatro Glória, construído em 1868. Foi neste local, por volta de 1908, que Valença assistiu pela primeira vez a projeção de um filme, exibido pelo português Mathias Serra, com seu aparelho movido a gás acetileno. Por volta de 1911, passa a ser denominado “Cine Pathé”. Tempos depois passa a ter sessões diárias com a nova denominação de “Cine Roma”. Em 1936 o cinema passa a fazer parte do circuito “Glória” da firma “F. Cupelo & Cia. Ltda”, inaugurando em Valença o novo prédio, denominado “Cine-Teatro Glória”, um dos maiores e mais confortáveis do interior fluminense, com capacidade para 1800 pessoas. Em fins de setembro de 2008 o cinema encerrou definitivamente suas atividades na cidade.

Praça Dr. Paulo de Frontin

Com a encampação da ferrovia União Valenciana pela Central do Brasil, em 1910, dar-se-ia em Valença um período de constante modernização das instalações da Estação Ferroviária. As antigas instalações são postas abaixo e novas são reconstruídas em torno de um largo, onde foi construída uma praça em estilo inglês, tendo ao centro um monumento de granito com o Busto de Bronze do Dr. Paulo de Frontin..

Em torno da praça foi construído o complexo ferroviário dividido em três grandes módulos: escritório, oficinas, estação, além da gare, residência do engenheiro e fábrica de rendas e bordados. Para compor o conjunto que foi inaugurado em 1914, o empreiteiro Antônio Jannuzzi construiu, em 1917, o Hotel Valenciano, um dos mais belos edifícios da cidade. Palco de glamourosos jantares e recepções oferecidas pela alta burguesia valenciana dos anos 20 e 30, o hotel reflete a riqueza gerada pela expansão da indústria têxtil em Valença. Em estilo normando, o hotel mantém grande parte de sua estrutura arquitetônica preservada, como, por exemplo, a antiga choperia, sala de leitura, barbearia, restaurante, adega e etc.

Em 1971, exatamente cem anos depois que os trilhos chegaram a Valença, a Central do Brasil extinguiu o ramal. Desde então, todo o complexo ferroviário é desativado, vendido e adaptado em outras atividades, como por exemplo: a estação transformada em Rodoviária, as oficinas em módulo da Fábrica Santa Rosa III o escritório em Departamento de Água e Esgoto da Prefeitura, a gare em mercado, a casa do engenheiro e as outras construções mantiveram suas funções.

Hotel Valenciano

Inaugurado em 1919 o Hotel Valenciano, construído em estilo normando ou campestre suíço, foi o grande ponto de encontro da nova elite valenciana do início do século XX. Seus salões eram utilizados para grandes jantares, recepções e encontros políticos-sociais.

Sua entrada é toda em mármore de Carrara assim como a choperia e a barbearia, também é uma obra do Comendador Antonio Jannuzzi.

Fábrica de Rendas e Tiras Bordadas Dr. Frontin

Compondo o conjunto arquitetônico da praça Dr. Paulo de Frontin a Fábrica de Rendas e Tiras Bordadas Dr. Frontin foi inaugurada em 1913, seu prédio segue o estilo eclético, presente no conjunto das oficinas da Central do Brasil. Em seu interior teares importados da Europa continuam, até hoje, em funcionamento.

Hotel de Férias da Central do Brasil

Construído por volta de 1855 este imóvel pertenceu ao Visconde do Rio Preto, mais tarde com criação da Ferrovia União Valenciana passou a ser a residência do engenheiro. Com a vinda da Central do Brasil no início do século XX tornou-se Hotel de Férias daquela empresa, até início dos anos 70. Hoje lá funciona o anexo Instituto de Educação Dr. Luiz Pinto.

Câmara Municipal

Construído entre 1854/56, o prédio da Câmara Municipal de Valença, em estilo neoclássico, é um dos mais importantes da cidade. Durante vários anos abrigou a biblioteca municipal e o tribunal do júri. A sala de sessões possui uma tela de D. Pedro II ainda moço, de autoria de Claude Barandier e uma outra do primeiro presidente da câmara José da Silveira Vargas.

Escola Benjamim Guimarães

Construído em substituição a um antigo prédio de 1855, a inauguração do Grupo Escolar Casemiro de Abreu teve lugar no dia 23 de abril de 1921, mesmo dia que o Prédio da Cadeia Pública, pelo Dr. Raul de Morais Veiga, presidente da então Província do Rio de Janeiro. Em estilo eclético, o prédio compõe o conjunto dos arredores da praça da Bandeira um dos mais significativos de Valença.

Cine Glória

O primeiro prédio do Teatro da Glória foi construído em 1868, tinha o formato de chalé e durou até 1915/17, depois foi construído um novo prédio, inaugurado já como Cine-teatro Roma, que perdurou até meados dos anos 30. O prédio atual foi inaugurado em fins de 1930, em estilo arte decô, e passou a se chamar Cine-teatro Glória, hoje Cine Glória, o último remanescente de uma época áurea do cinema no vale.