O Governo Municipal

História

Com área de 298,78km², Valença é a Sede do Município.

A cidade foi assim denominada em homenagem ao Vice-Rei de Portugal, Dom Fernando José, descendente dos nobres da cidade espanhola de Valencia.

A História do município de Valença inicia-se por volta de 1789 quando D. Maria I de Portugal, através de uma Carta Régia, incumbiu ao Vice-Rei Luiz de Vasconcelos e Souza que promovesse o início da catequese dos índios denominados Coroados, que por aqui já constituíam um núcleo incipiente de povoamento. Os primeiros donos de terras, em sua luta de desbravadores incansáveis, contaram com o auxílio do silvícola aculturado, e na falta deste, e em seguida, com o braço forte da raça negra, que em um esforço conjunto, ajudou o assentamento da civilização que se instalava e também caminhava para o interior. Por essa ocasião muitos tropeiros, transportando mercadorias, vindos de Minas Gerais em direção à Corte do Rio de Janeiro, atravessavam a freguesia de Nossa Senhora da Glória de Valença, e muitas vezes por aqui pousavam no local onde hoje se encontram as esquinas da Avenida Nilo Peçanha e Rua dos Mineiros, que possui este nome em homenagem aqueles bravos homens que serviam de elemento de ligação e integração regional.

O município herdeiro de uma vocação rural e agrícola, pois suas primeiras sesmarias datam de 1771, passou por um grande desenvolvimento e opulência à época da cultura do café, o que proporcionou à região a primeira etapa de unidade e civilização. Por conta disso, a região progrediu ativamente na segunda metade do século XIX. No entanto, seguindo sua história, logo após a Abolição da Escravatura, Valença inicia um novo ciclo.

Desde o século XIX, Valença reúne grandes riquezas. Dos áureos tempos do café, a cidade mantém suas tradições, suas festas, seus costumes. A Igreja Matriz de Nossa Senhora da Glória, os sobrados históricos e os detalhes arquitetônicos das inúmeras fazendas do ciclo do café, reverenciam seu passado de nobreza.

Hoje, além desse importante aspecto industrial, Valença desenvolveu também o seu comércio, e cresceu em outras áreas, tornando-se sede de Bispado, fundando uma Academia de Letras, e crescendo em sua identidade. A cidade possui uma eficiente rede de ensino de 1.º e 2.º graus, e sete faculdades que, juntamente com outras instituições culturais, transformam a cidade em um grande Campus Universitário, proporcionando a Valença um povo educado, alegre, obreiro e atuante, que se expressa, também, através de manifestações culturais e artísticas.

Cronologia

Os índios Coroados habitavam a região compreendida entre os rios Paraíba do Sul e Rio Preto, chegando até as nascentes dos rios das Flores e Bonito.

José Rodrigues da Cruz, dono da Fazenda Ubá, plantava milho com seus empregados durante o dia, mas a noite os Coroados atravessavam o rio Paraíba e roubavam o milho ainda nos pés, para comer.

José Rodrigues da Cruz e seus colonos começaram a oferecer presentes aos índios que aos poucos se tornaram dóceis.

O Vice Rei D. Luiz de Vasconcellos em 1789 ordena a José Rodrigues da Cruz que contivesse os Coroados em suas tabas e que iniciasse a catequese deles.

O Padre Manoel Gomes Leal é encarregado da catequese dos Coroados.

Após a catequese e pacificação dos índios, começou o avanço em direção às terras onde foi criado o primeiro núcleo para o povoamento de Valença.

1809 – conversão a batismo do cacique Tanguara a sua tribo. Hipólito foi o nome cristão dado ao cacique dos Coroados.

Em 15 de agosto de 1803 é rezada a 1ª Missa numa capela improvisada, dando-se a povoação fundada, o nome de “Aldeia de Nossa Senhora de Valença” , em honra a Mãe de Deus e numa homenagem à família do novo Vice Rei, D. Fernando José de Portugal que era da cidade de Valença na metrópole.

Em 1820 iniciou-se a construção da nova Matriz, que ficou concluída em 1874.

Em 1822 por aqui passou o Príncipe regente D. Pedro e gostou tanto da terra que em 1826, já Imperador, autorizou a elevação da aldeia a Vila (1826).

Dom Pedro I determina a instalação dos correios na vila de Valença.

Em 1832 instala-se a primeira Escola Pública em Valença, com o professor Pina Leitão, no casarão ainda hoje existente.

Ainda em 1832 surge o 1″ jornal chamado “O Valenciano”.

Em 1838 a criada a Santa Casa de Misericórdia para atender a classe pobre, desvalida.

Em 1842 a criado o município de Valença, por decreto do Imperador D. Pedro II com terras retiradas dos municípios de Resende, São João Marcos e do Rio de Janeiro.

O Imperador D. Pedro II visita Valença pela 1ª vez em 1848.

Em 1855 é criada a 1ª Biblioteca Pública “Sociedade de Leitura Recreio e Instrução”.

Em 29 de Setembro de 1857, Valença é elevada à condição de Cidade.

Em 1861 é construída a 1ª estrada de rodagem ligando Valença a Juparanã.

Em 1863 surge a 1ª rede de encanamento de água pública, com o Visconde do Rio Preto fornecendo , às suas custas, os canos e torneiras.

Em 1865 partem para o Rio de Janeiro, 86 voluntários de Valença e Rio Preto, que foram participar da Guerra contra o Paraguai.

Em 1868 a construído o Teatro Glória, que recebeu artistas internacionais.

Ainda em 1868, uma epidemia trouxe para Valença os primeiros médicos.

Em 1871 é inaugurado o 1º Clube Recreativo – “Recreio Comercial”, e inaugurada a ferrovia ” União Valenciana” , que ligava Valença a Juparanã, trazendo em sua 1ª viagem o Imperador que exclamou ao desembarcar na estação: – Esta é a Princesa da Serra!

Em 1874 é inaugurada a rede de iluminação pública a querosene.

Em 1888 é inaugurado o serviço de telefonia.

De 1889 a 1906 , ocorreu o êxodo rural com a libertação dos escravos.

Em 1906 a criada a Cia. Industrial Valença de Tecelagem, após árduas negociações encabeçadas pelo Sr. Jose Fonseca.

Em 07 de março de 1907, a Cia. Santa Rosa inaugura a luz elétrica em Valença.

Em 1909 chegam os primeiros protestantes com a Igreja Presbiteriana.

Em 1910 é inaugurado o serviço de telegrafia.

Em 1912 a criado o 1° Clube de futebol – “Sport Clube Valenciano”.

Ainda em 1912 é edificado o Centro Espírita de Valença.

Em 1914 é instalado o Teatro Glória , no Jardim de Cima.

Em 1918 ocorre o estabelecimento do exército em Valença, 1° Grupo de Artilharia de Montanha. Mais tarde, em 1973 após outros grupamentos deixarem a cidade, finalmente instala-se o Esquadrão de Cavalaria Mecanizada Tenente Amaro.

Em 1922 chega em Valença o 1° automóvel, um táxi Ford, modelo 1921, cujo proprietário e motorista era Jose Maria Pereira.

Em 1923 foi criado o Grupo dos Escoteiros de Valença.

Em 1925 é criado o Bispado de Valença, sendo nomeado 1 ° Bispo D. André Arcoverde de Albuquerque Cavalcanti.

Em 1945 morrem dois expedicionários valencianos na 2a Guerra Mundial : Arlindo dos Santos e Fleury Silva. O 1° esquadrão de Reconhecimento Mecanizado, foi a única unidade de cavalaria da FEB a combater na Itália.

Em 1947 é inaugurada a Viação Valenciana, oferecendo um serviço de ônibus para Barra do Pirai, com 3 ônibus Chevrolet.

Em 24 de julho de 1948 foi inaugurada a Radio Club de Valença (ZYM-7) .

Em 1949 é instalada a Academia Valenciana de Letras.

Em 1950 é inaugurada a Viação Cisne Branco com ônibus para o Rio de Janeiro.

Em 1952 a Maçonaria inaugura a Loja Perfeita União.

Também em 1952 , o ensino público secundário em Valença foi criado pelo Prefeito Dr. Luiz Pinto com a criação do Colégio Municipal Theodorico Fonseca.

Em 1967 foi criada a Fundação Educacional D. André Arcoverde que promoveu o estabelecimento das faculdades de Filosofia, Ciências Econômicas, Odontologia, Medicina e Direito, sob os auspícios do Dr. Luiz Gioseffi Jannuzzi.

Em 1976 estabelece-se em Valença a antiga e mística Ordem Rosa Cruz.

Em 1990 foi fundado o Instituto Histórico Visconde do Rio Preto.

Em 1995 criou-se o Museu Histórico da Catedral de Nossa Senhora da Glória.

O Brasão

brasao

O Hino

Música: Angelo França
Letra: Arnaldo Nunes

 

Salve a graça de quem sente
quanto é grande o Criador,
porque só sentindo-se a gente
se encaminha ao véro amor!

 

Glória ao filho que os seus ama
e que os sabe merecer,
porque espalha a linda chamada
de benéfico Dever!

 

A luz do céu de Valença
é milagroso fanal:
ser filho teu, que honra imensa,
ó mnha Terra Natal!

 

Venturoso o que a imagem
do País na alma conduz.
porque, longe de selvagem,
seu roteiro enche de luz!

 

Honra a quem cultua, eterna,
ao calor do coração,
a mirífica luzerna
do seu dúlcido rincão!

 

A luz do céu de Valença
é milagroso fanal:
ser filho teu, que honra imensa
ó minha Terra Natal!

 

Nenhum povo se engrandece,
se sevil ou se incapaz
Nossa Terra, lida e cresce,
para tua glória e paz!

 

Sê modesta, mas altiva
a lutar sempre de pé,
que o progresso se cultiva
com Verdade, Amor e Fé!

 

A luz do céu de Valença
é milagroso fanal:
ser filho teu, que honra imensa
ó minha Terra Natal!